O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou o impacto do reajuste de 6% no preço do diesel anunciado pela Petrobras neste sábado (1º). Assessores do Palácio do Planalto consideram a alta inevitável e avaliam que não há sinais de mobilização entre caminhoneiros.
O novo preço médio do diesel para distribuidoras passou a ser de R$ 3,72 por litro, sendo este o primeiro reajuste em mais de um ano. O governo argumenta que, apesar do aumento, o valor do combustível segue abaixo do registrado no final de 2022, no governo de Jair Bolsonaro (PL).
A gestão Lula apostava que a queda do dólar poderia atenuar a alta nos combustíveis, e auxiliares do presidente afirmam que a recente valorização do real pode reduzir o impacto do reajuste nas próximas semanas.
Em entrevista recente, Lula destacou que a decisão sobre os preços cabe exclusivamente à Petrobras. “Desde o meu primeiro mandato, aprendi que quem autoriza aumento do petróleo e derivados é a Petrobras, não o presidente da República”, afirmou.
O aumento no preço do diesel tem sido utilizado como argumento político pela oposição, enquanto governistas apontam que a alta no valor final dos combustíveis será influenciada, sobretudo, pelo aumento do ICMS estadual, que também incidirá sobre gasolina e etanol.