A recente declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), comparando adversários políticos a vítimas do Holocausto ao sugerir o uso de retroescavadeiras para “enterrá-los”, causou grande desconforto entre aliados. O comentário foi visto como mais um erro de comunicação, somando-se a uma fala anterior em que o petista reconheceu não estar bem nas pesquisas e disse que estaria “deitado em uma rede” se estivesse. Deputados da base ficaram surpresos e preocupados com a repercussão negativa.
A tensão entre petistas e aliados lembra uma verdadeira guerra. Ironia do destino, Jerônimo criticou meses atrás o senador Angelo Coronel (PSD) por uma fala semelhante, ao dizer que o PT agia como os nazistas ao montar uma chapa “puro-sangue”. Agora, os ataques e comparações voltam a esquentar o clima pré-eleitoral na Bahia.
O deputado federal Márcio Marinho (Republicanos) reafirmou apoio ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) para 2026. Segundo ele, o povo baiano quer mudança e está cansado da violência. Marinho também acredita que Lula (PT) não terá tanta influência na disputa estadual devido à sua baixa popularidade.
Marinho informou ainda que o Republicanos quer espaço na chapa majoritária da oposição. Ele avalia que, além do cargo de governador (reservado a ACM Neto), sobram outras vagas que devem ser disputadas por partidos como PSDB, PL e até por figuras como o senador Angelo Coronel, caso não consiga se manter na base governista.
Outro deputado fiel a ACM Neto é Dal Barreto (União), que nega qualquer rompimento com a oposição, apesar de encontros com o governo. Ele afirma que sua relação com o Executivo estadual é apenas institucional. Dal é próximo de Elmar Nascimento, que tem maior interlocução com o PT.
O deputado Cláudio Cajado, aliado de Jerônimo, mesmo após a união entre PP e União Brasil, continua próximo ao governo. Recentemente, recebeu convite para se filiar ao Republicanos com a garantia de que poderá manter seu apoio ao governador em 2026.
O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) celebrará seu aniversário com uma missa nesta quarta-feira (7), no CAB, em Salvador. Políticos da base e até da oposição foram convidados, incluindo o presidente da Câmara Municipal, Carlos Muniz (PSDB), com quem mantém amizade apesar de divergências recentes.
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD), tem sido elogiada por promover reuniões regulares com líderes partidários. Deputados destacam também a valorização de projetos apresentados por parlamentares, que antes costumavam ser votados apenas em datas estratégicas.
O deputado Marcinho Oliveira (União) criticou a votação em bloco de honrarias na Assembleia, alegando que o ritmo acelerado impede a análise adequada dos homenageados. Segundo ele, o processo tira o sentido das comendas concedidas.
Em Brumado, o prefeito Fabrício Abrantes (Avante) tenta reerguer a cidade após uma gestão desorganizada. A sede da prefeitura, em péssimo estado, será transferida para um colégio estadual desativado, graças a articulação com o governo estadual. Conhecido por ser mais prático e discreto, Fabrício tem mostrado trabalho em meio ao caos herdado.