O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (11) que será uma honra representar o Brasil na cerimônia que marcará o início do pontificado do papa Leão XIV, no dia 18 de junho, em Roma. A indicação partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mencionou a decisão em entrevista durante sua visita oficial a Moscou, antes de seguir para a China.
“Apesar de ainda não ter sido comunicado oficialmente pelo presidente, vi na imprensa que serei o representante do povo e do governo brasileiro na posse do novo papa. Será uma honra enorme, especialmente por sermos o maior país católico do mundo”, declarou Alckmin durante visita à 5ª Feira Nacional da Reforma Agrária, em São Paulo.
Alckmin, que é católico, destacou a trajetória do novo papa, norte-americano com décadas de atuação pastoral no Peru. Ele afirmou que Leão XIV deve continuar o trabalho de Francisco, e citou a escolha do nome como referência a Leão XIII, pontífice conhecido por sua defesa da justiça social.
“Leão XIV será um papa do nosso tempo. Sua primeira mensagem já foi pela paz. Ele deve ter um papel importante no diálogo entre religiões e povos, além de atenção à questão climática e à justiça social”, completou.
Feira da Reforma Agrária
Durante a visita à Feira Nacional da Reforma Agrária, o presidente em exercício elogiou a produção de alimentos saudáveis, a valorização da agroecologia e os esforços para preservação ambiental por parte da agricultura familiar.
Segundo Alckmin, o evento deve reunir até 300 mil pessoas até o fim do dia, oferecendo uma diversidade de produtos orgânicos, culturais e artísticos. Mais de 1.800 tipos de alimentos, oriundos de assentamentos de todo o país, estavam à venda.
Vale-alimentação
Alckmin também comentou que o governo está revisando o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), buscando reduzir a intermediação e aumentar o poder de compra dos trabalhadores, além de beneficiar pequenos fornecedores.
Fraude no INSS
Sobre os descontos indevidos em aposentadorias e pensões, Alckmin afirmou que o governo está tomando todas as medidas para resolver o problema. Segundo ele, os descontos já foram suspensos e os valores começarão a ser devolvidos. A primeira etapa do ressarcimento contará com um aporte de R$ 292 milhões.
A AGU já solicitou o bloqueio de bens das entidades envolvidas, e o INSS está comunicando os beneficiários sobre os descontos. Quem não teve valor retido foi informado; os demais poderão declarar se autorizaram ou não os descontos, por meio da plataforma Meu INSS ou, futuramente, em atendimento presencial.