A companhia aérea Azul anunciou nesta terça-feira (27) a formalização de acordos de reorganização financeira com parceiros estratégicos, incluindo as norte-americanas United Airlines e American Airlines. A medida busca levantar até US$ 950 milhões em investimentos e reestruturar cerca de US$ 1,6 bilhão em dívidas.
Segundo a empresa, os acordos envolvem credores, um arrendador de aeronaves e outros parceiros comerciais considerados fundamentais. Como parte da estratégia, a Azul entrou com pedido de proteção sob o Chapter 11 (Capítulo 11), a lei de recuperação judicial dos Estados Unidos, permitindo a continuidade das operações enquanto reestrutura suas finanças.
De acordo com comunicado oficial, o processo inclui a eliminação de aproximadamente US$ 2 bilhões em dívidas, além de até US$ 950 milhões em novo financiamento garantido por ações ao final da reestruturação.
A Azul esclareceu que a operação de voos, venda de passagens e benefícios do programa Azul Fidelidade não serão afetados. “A companhia segue operando normalmente e todos os compromissos com clientes e parceiros serão mantidos”, informou a aérea.
O Chapter 11 é um mecanismo previsto na legislação norte-americana que permite a empresas com dificuldades financeiras reorganizarem suas dívidas sob supervisão judicial, sem interromper as atividades.
Segundo a Azul, a decisão tem caráter proativo e visa enfrentar os impactos da pandemia de Covid-19, oscilações macroeconômicas e dificuldades na cadeia global de suprimentos. A empresa espera, com o processo, melhorar sua estrutura de capital, reduzir custos com leasing e otimizar sua frota.
“Ao utilizar esse processo, acreditamos que criaremos uma companhia aérea mais forte e resiliente, preparada para o futuro”, afirmou a companhia.