Bastidores da Bahia: a tese sobre Rui e Wagner, o avanço de Zé Chico e novas articulações partidárias

Chapa articulada
Um deputado do PSD vem divulgando uma teoria inusitada sobre as eleições de 2026. Segundo ele, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), planeja disputar uma vaga no Senado, enquanto o atual senador Jaques Wagner (PT) abriria mão da reeleição para ser seu suplente. No cenário idealizado, com a reeleição de Lula (PT) confirmada, Rui retornaria ao governo federal e Wagner assumiria o mandato. Assim, o senador Angelo Coronel (PSD) teria o caminho livre para tentar sua recondução.

Estratégia improvável
A mesma hipótese prevê que Rui Costa voltaria a concorrer ao governo da Bahia em 2030, após um eventual segundo mandato de Jerônimo Rodrigues (PT). Caso o plano se concretizasse, Wagner deixaria a suplência para exercer integralmente o cargo de senador. A proposta, porém, é vista como pouco realista, até mesmo entre aliados, por depender de uma sequência de circunstâncias políticas improváveis.

Força em alta
Rui Costa também voltou a demonstrar influência no governo federal. Ele deve indicar o novo superintendente da Codevasf em Bom Jesus da Lapa, substituindo Harley Xavier, aliado do deputado Arthur Maia (União). Maia foi afastado do cargo após votar contra o governo em pautas do Planalto. A mudança reflete uma reconfiguração do equilíbrio de forças políticas entre grupos baianos no governo federal.

Reorganização em Feira
O empresário e suplente de deputado federal Zé Chico assumiu a presidência do União Brasil em Feira de Santana, a convite do prefeito José Ronaldo, seu aliado de longa data. A mudança marca uma nova fase de reestruturação política na segunda maior cidade da Bahia e aumenta a disputa eleitoral de 2026 na região.

Olho em 2026
A nomeação de Zé Chico fortalece os planos de José Ronaldo de lançá-lo candidato nas próximas eleições, seja para deputado estadual ou federal. Em 2022, o empresário alcançou mais de 34 mil votos. Caso tente novamente a Câmara dos Deputados, enfrentará concorrentes próximos do prefeito, como o vice Pablo Roberto (PSDB) e o ex-prefeito Colbert Martins (PRD).

Conversas de bastidor
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) e o ex-prefeito de Irecê Elmo Vaz (Avante) foram vistos em diálogo reservado durante o Gentio Fest, em Gentio do Ouro. Em 2024, Félix apoiou o candidato Figueredo Amorim (PDT), enquanto Elmo foi derrotado por Murilo Franca (PSB). Agora, ambos devem se enfrentar em 2026 na disputa por vagas na Câmara Federal.

Rumo ao Avante
O prefeito Murilo Franca pode seguir o exemplo de Elmo Vaz e se filiar ao Avante, com apoio do deputado Ronaldo Carletto, líder estadual da legenda. Apesar de não correr risco de perder o mandato, Murilo deve aguardar o momento estratégico para formalizar sua mudança partidária.

Guinada no oeste
O prefeito de Santa Maria da Vitória, Tonho de Zé de Agdônio, oficializou sua filiação ao MDB, após deixar o União Brasil. O partido espera que sua irmã, Bete de Zé de Agdônio — pré-candidata a deputada estadual — também migre para a legenda. Mesmo tendo apoiado ACM Neto (União) em 2022, Tonho já faz parte da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas pretende manter o apoio ao deputado Manuel Rocha (União) em sua candidatura à Câmara Federal.

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