Em mais um dia de recuperação no mercado financeiro, a bolsa brasileira voltou a subir e fechou acima dos 134 mil pontos, alcançando o maior nível desde setembro de 2024. Ao mesmo tempo, o dólar comercial caiu pela quinta sessão consecutiva, ficando abaixo de R$ 5,70 pela primeira vez em 22 dias.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou esta quinta-feira (24) com alta de 1,79%, aos 134.580 pontos. Durante a manhã, o indicador operou de forma estável, mas ganhou força à tarde, impulsionado pelas ações de bancos, mineradoras e empresas ligadas ao setor de consumo.
Mesmo com o bom desempenho geral do mercado, os papéis da Petrobras, os mais negociados da bolsa, registraram queda. As ações ordinárias recuaram 0,73%, enquanto as preferenciais tiveram queda de 0,46%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,692, com recuo de 0,47% (-R$ 0,027). A moeda chegou a atingir R$ 5,66 durante a manhã, mas voltou a subir levemente no fim do dia com o aumento da procura de investidores. Ainda assim, a cotação permanece no menor nível desde 3 de abril. No acumulado de maio, o dólar já apresenta queda de 0,24%, e em 2025, recua 7,9%.
A valorização da bolsa e a queda do dólar foram influenciadas por fatores internacionais. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que pode rever tarifas impostas à China nas próximas semanas. Além disso, o diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, afirmou que a guerra comercial pode elevar o desemprego nos EUA, aumentando a possibilidade de cortes na taxa de juros do país ainda no primeiro semestre.
Juros mais baixos em economias desenvolvidas tendem a favorecer países emergentes como o Brasil, atraindo capital estrangeiro para os mercados locais.