O Brasil poderá registrar até 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). A projeção considera o envelhecimento da população, o crescimento demográfico e a manutenção de fatores de risco associados à doença.
De acordo com o Inca, os tipos de câncer mais incidentes devem continuar sendo os de mama e próstata, seguidos pelos de cólon e reto, pulmão e estômago. A distribuição dos casos varia conforme a região do país, refletindo diferenças socioeconômicas, acesso aos serviços de saúde e padrões de exposição a fatores de risco.
O instituto destaca que uma parcela significativa dos casos pode ser evitada por meio de ações de prevenção, como redução do tabagismo, alimentação saudável, prática de atividade física, vacinação e diagnóstico precoce. O fortalecimento da atenção primária e o acesso oportuno ao tratamento também são apontados como essenciais para reduzir a mortalidade.
O Inca ressalta que as estimativas servem de base para o planejamento de políticas públicas e para a organização da rede de atenção oncológica. O órgão defende investimentos contínuos em prevenção, diagnóstico e tratamento para enfrentar o impacto do câncer no sistema de saúde e na sociedade.