O Brasil registrou, em 2025, um superávit comercial de US$ 2,8 bilhões nas trocas comerciais com a República Islâmica do Irã, segundo dados oficiais de comércio exterior. O resultado positivo decorreu de US$ 2,9 bilhões em exportações brasileiras e US$ 84,6 milhões em importações iranianas, com a corrente de comércio totalizando cerca de US$ 3 bilhões no período.
Os principais produtos vendidos pelo Brasil ao Irã foram milho não moído, que respondeu por cerca de 67,9% das exportações brasileiras ao país (aproximadamente US$ 2 bilhões), e soja, com participação de cerca de 19,3% (pouco mais de US$ 560 milhões). A pauta de importações do Irã para o Brasil incluiu, entre outros itens, fertilizantes químicos, papel importante para o agronegócio brasileiro.
Apesar do superávit, a participação do Irã no total do comércio exterior brasileiro é considerada modesta: o país aparece na 31ª posição entre destinos das exportações brasileiras e na 82ª posição entre fornecedores ao Brasil, com participação de 0,84% e 0,03%, respectivamente.
O resultado também ocorre em meio a um cenário internacional de tensões comerciais. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos de países que mantêm relações comerciais com o Irã, medida que pode ter impactos nas relações econômicas entre Brasil, Irã e outros mercados internacionais.
Analistas apontam que, embora o superávit reflita o desempenho de determinados setores exportadores brasileiros, especialmente do agronegócio, o contexto geopolítico e medidas protecionistas de outras economias podem influenciar os rumos do comércio bilateral nos próximos meses.