Juliana Marins, brasileira de 26 anos que estava desaparecida após cair durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, foi localizada por meio de imagens de drone após três dias sem informações precisas. De acordo com nota oficial divulgada nesta segunda-feira (23) pelo Parque Nacional do Monte Rinjani, a jovem está presa em um penhasco rochoso, a cerca de 500 metros de profundidade, e foi vista “visivelmente imóvel”. Seu estado de saúde ainda não foi confirmado.
As equipes de resgate iniciaram as buscas por volta das 6h30 (horário de Brasília) e tentaram alcançar Juliana a partir de dois pontos de ancoragem, um deles a 350 metros. No entanto, saliências rochosas impediram a instalação segura dos equipamentos, forçando os socorristas a recuar por questões de segurança. Eles seguem mobilizados em uma área segura, aguardando melhores condições para avançar.
Uma reunião virtual com o governador da província de Nusa Tenggara Barat foi realizada às 14h30 (horário de Brasília), reforçando a urgência do resgate e avaliando o uso de helicópteros. As autoridades destacaram que as primeiras 72 horas após o acidente são cruciais, período conhecido como “Tempo Dourado” em operações de salvamento.
Segundo a Basarnas (agência nacional de busca e salvamento da Indonésia), o resgate aéreo é tecnicamente possível, mas depende da disponibilidade de helicópteros com sistema Hoist (guincho) e da melhora nas condições climáticas, ainda instáveis.
A operação tem gerado forte comoção nas redes sociais, com familiares de Juliana criticando a lentidão no resgate e a falta de informações concretas. Eles também alegam que vídeos divulgados pelas autoridades foram editados e não garantem que a jovem tenha recebido suprimentos.
Ainda nesta segunda, alpinistas experientes se juntaram à missão levando equipamentos especializados e se preparando para pernoitar na região. A expectativa é que uma nova tentativa de descida até Juliana ocorra ao amanhecer.
Em nota, a equipe de resgate afirmou que segue mobilizada e reforçou: “A natureza deve ser respeitada. A segurança continua sendo o principal fator”.