A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu, nesta quarta-feira (17), uma consulta pública para discutir a possível inclusão da vacina contra o herpes-zóster na rede pública de saúde. O imunizante em análise é o Shingrix, produzido pela farmacêutica GSK, já disponível no setor privado.
A proposta prevê que o imunizante seja ofertado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para idosos acima de 80 anos e pessoas imunossuprimidas com mais de 18 anos. A consulta integra o processo de avaliação técnica e servirá de base para o parecer da Conitec, cuja recomendação final será encaminhada ao Ministério da Saúde.
A vacina Shingrix foi aprovada no Brasil em 2022 para aplicação em maiores de 50 anos e imunossuprimidos a partir dos 18. O esquema vacinal é composto por duas doses, aplicadas com intervalo de dois meses. Na rede privada, cada dose custa cerca de R$ 800, totalizando aproximadamente R$ 1,6 mil pelo ciclo completo.
O herpes-zóster, conhecido popularmente como “cobreiro”, é causado pela reativação do vírus da catapora, que pode permanecer inativo no organismo por anos. Os sintomas incluem dor intensa, erupções cutâneas e, em alguns casos, complicações neurológicas.