A aprovação da PEC da Blindagem, em dois turnos na Câmara dos Deputados, gerou forte reação popular e levou diversos parlamentares a pedirem desculpas publicamente por seus votos favoráveis.
O deputado Merlong Solano (PT-PI) admitiu ter cometido um “grave equívoco”, dizendo que buscava preservar o diálogo com a presidência da Câmara para viabilizar pautas como isenção do IR, taxação de super-ricos e o novo Plano Nacional de Educação — esforço que, segundo ele, não funcionou. Solano afirmou ainda ter assinado um mandado de segurança no STF pedindo a anulação da votação.
O deputado Pedro Campos (PSB-PE) também reconheceu erro de cálculo político e disse ter recebido “milhares de mensagens de crítica” após o voto, afirmando que a estratégia para barrar a anistia e aprovar medidas sociais “não foi o melhor caminho”.
Pelo Centrão, Thiago Joaldo (PP-SE) declarou que a Câmara “errou na mão” e comparou o texto a “um remédio mais letal que a enfermidade”. Já a deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) foi ainda mais enfática: “Fui covarde, cedi à pressão e mudei meu voto. Peço perdão ao povo de Goiás”.
Mesmo com o arrependimento público de parte dos parlamentares, a PEC da Blindagem agora segue para o Senado, onde enfrenta resistência significativa e mobilização contrária de diferentes setores da sociedade civil.