O dólar registrou queda diante do real em meio ao aumento das operações de carry trade e à redução das tensões geopolíticas no cenário internacional. O movimento refletiu maior apetite ao risco por parte dos investidores, que passaram a buscar retornos em mercados emergentes, favorecidos por taxas de juros mais elevadas.
A estratégia de carry trade, que consiste na captação de recursos em países com juros baixos para aplicação em economias com rendimentos maiores, ganhou força com a percepção de menor risco externo. Esse fluxo contribuiu para a valorização de moedas emergentes, incluindo o real, ao longo do pregão.
No ambiente internacional, a diminuição de incertezas relacionadas a conflitos e disputas diplomáticas ajudou a sustentar o movimento de queda da moeda norte-americana. Ainda assim, analistas destacam que o cenário segue sensível a novos desdobramentos geopolíticos e a decisões de política monetária das principais economias.
No plano doméstico, o mercado financeiro segue atento ao cenário político e às eleições, fatores que podem influenciar as expectativas fiscais e econômicas. Investidores acompanham declarações de autoridades, articulações políticas e possíveis impactos sobre a condução da política econômica, que seguem no radar como elementos capazes de provocar volatilidade no câmbio.