EUA ameaçam novos ataques ao Irã caso haja retaliação a bombardeios

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento na noite deste sábado (21) para detalhar os bombardeios realizados contra três instalações nucleares no Irã. Segundo ele, o objetivo foi desmantelar a capacidade de enriquecimento de urânio do país e impedir o avanço de uma suposta ameaça nuclear.

“Hoje posso anunciar ao mundo que os ataques foram um grande sucesso militar. As principais instalações nucleares iranianas foram completamente destruídas. O Irã, que há décadas promove ameaças no Oriente Médio, precisa agora escolher a paz. Caso contrário, novos ataques serão ainda maiores e mais fáceis de realizar”, declarou Trump.

O presidente norte-americano também acusou o Irã de ter causado a morte de soldados americanos por meio de atentados e bombas improvisadas, e responsabilizou o país por instigar conflitos que já resultaram em milhares de mortes no Oriente Médio.

Parceria com Israel
Trump elogiou o trabalho conjunto entre as tropas americanas e israelenses, destacando a eficiência da operação. “Ainda temos muitos alvos. O de hoje foi o mais difícil. Se não houver um acordo de paz rapidamente, vamos agir novamente com precisão e força”, disse.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também comentou a ofensiva, agradecendo o apoio dos EUA e afirmando que os ataques são necessários para eliminar o risco representado pelo programa nuclear iraniano — embora Teerã negue que tenha intenções militares. “Os ataques continuarão até que a ameaça de aniquilação seja eliminada”, afirmou.

Tensão no Oriente Médio
A escalada no conflito começou em 13 de julho, quando Israel lançou um ataque surpresa ao Irã, alegando que o país estaria perto de desenvolver armas nucleares.

O Irã, por sua vez, insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos e que estava negociando com os EUA dentro do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual é signatário. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já havia apontado que Teerã não estava cumprindo totalmente seus compromissos, mas também reconheceu que não há provas de que o país esteja construindo bombas atômicas. O Irã acusa a agência de parcialidade e de agir sob pressão das potências ocidentais.

Em março, o setor de Inteligência dos EUA havia divulgado que o Irã não estava desenvolvendo armas nucleares — uma avaliação que agora o próprio presidente Trump questiona.

Apesar de condenar a possível militarização nuclear do Irã, diversas fontes internacionais indicam que Israel possui um programa secreto desde os anos 1950, com cerca de 90 ogivas atômicas desenvolvidas ao longo das décadas.

Informações da Agência Brasil.

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