A inflação oficial medida pelo IPCA encerrou julho com alta de 0,26%, resultado influenciado pelo aumento da conta de luz, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE. O índice superou o de junho (0,24%), mas ficou abaixo da taxa de julho de 2024 (0,38%).
Apesar da pressão da energia elétrica, que subiu 3,04% e foi o item de maior impacto individual, o recuo nos preços dos alimentos pelo segundo mês consecutivo ajudou a conter a alta. Produtos como batata-inglesa (-20,27%), cebola (-13,26%) e arroz (-2,89%) puxaram a queda no grupo alimentação.
Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 5,23%, acima do teto da meta de 4,5%. Ainda assim, o resultado representa desaceleração frente aos 5,35% registrados no período até junho.
Entre os nove grupos pesquisados, três apresentaram deflação: alimentos e bebidas, vestuário e comunicação. Já passagens aéreas (+19,92%) e loterias (+11,17%) também contribuíram para a elevação do índice.
Segundo o IBGE, sem o aumento da conta de luz, a inflação do mês teria fechado em 0,15%.