A média das previsões, segundo consenso Refinitiv, apontava para IPCA negativo de 0,65% em julho na comparação com maio.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de julho foi divulgado na manhã desta terça-feira (9), apresentando a primeira deflação em mais de dois anos.
Pressionado pela queda nos preços dos combustíveis, em particular da gasolina e do etanol, e da energia elétrica, o IPCA ficou em -0,68% em julho, após a variação de 0,67% em junho. Foi a menor taxa registrada desde o início da série histórica, iniciada em janeiro de 1980. No ano, a inflação acumulada é de 4,77% e, nos últimos 12 meses, de 10,07%.
As projeções dos agentes do mercado consultados pela Refinitiv variavam entre deflação de 0,3% e 0,8%. A média das previsões apontava para IPCA negativo de 0,65% em julho na comparação com maio. Na base anual, a projeção era de alta de 10,10%.
Combustível
Os preços da gasolina caíram 15,48% e os do etanol, 11,38%. A gasolina, individualmente, contribuiu com o impacto negativo mais intenso entre os 377 subitens que compõem o IPCA, com -1,04 ponto percentual (p.p). Além disso, também foi registrada queda no preço do gás veicular, com -5,67%.
O pesquisador também destaca que além da redução da alíquota de ICMS cobrada sobre os serviços de energia elétrica, outro fator que influenciou o recuo do grupo habitação foi a aprovação, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), das Revisões Tarifárias Extraordinárias de dez distribuidoras espalhadas pelo país, o que acarretou redução nas tarifas a partir de 13 de julho.
INPC tem queda de 0,60% em julho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de -0,60% em julho, a menor variação registrada desde o início da série histórica, iniciada em abril de 1979. O índice acumula alta de 4,98% no ano e de 10,12% nos últimos 12 meses. Os produtos alimentícios passaram de 0,78% em junho para 1,31% em julho. Os não alimentícios foram de 0,57% para -1,21%.