Após a confirmação da morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o país iniciou um processo de transição de poder com a formação de um conselho de governo provisório para exercer as funções do cargo até a escolha de um novo líder. A morte de Khamenei foi anunciada pela mídia estatal iraniana após ataques militares coordenados pelos Estados Unidos e Israel no último fim de semana, que também atingiram várias instalações governamentais e centros religiosos.
De acordo com o que foi divulgado pelas autoridades iranianas, o conselho provisório foi estabelecido em conformidade com o Artigo 111 da Constituição do país, que prevê um mecanismo de liderança temporária em caso de vacância do cargo de líder supremo. O órgão é formado por três figuras centrais da estrutura política iraniana: o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholam-Hossein Mohseni-Ejei e o aiatolá Alireza Arafi, este último indicado como representante do Conselho dos Guardiães — um órgão clerical que supervisiona várias instituições estatais.
O aiatolá Alireza Arafi é um clérigo de alto escalão, membro do Conselho dos Guardiães e vice-presidente da Assembleia dos Especialistas, que tem entre suas atribuições a escolha do novo líder supremo. Sua nomeação ao conselho interino foi confirmada pelo Conselho de Discernimento da Expediência, responsável por garantir a continuidade institucional do país.
O conselho provisório assume as responsabilidades do líder supremo em um momento crítico, marcado por tensões militares e políticas tanto no cenário interno quanto na região do Oriente Médio. A próxima etapa no processo será a escolha de um novo líder pela Assembleia dos Especialistas, cuja reunião e decisão deverão ocorrer em breve conforme previsto na legislação iraniana.
Enquanto isso, o país enfrenta clima de luto nacional, manifestações e forte incerteza sobre o futuro político, e diversos analistas destacam que o período de transição será acompanhado por desafios institucionais e diplomáticos.