Papa Francisco segue em estado crítico, mas apresenta leve melhora

O Vaticano informou nesta segunda-feira (24), por meio de um breve comunicado, que o papa Francisco continua em estado crítico, mas teve uma noite tranquila.

De acordo com o último boletim da Santa Sé, divulgado no domingo (23), o pontífice não apresentou novas crises respiratórias, mas sinais de insuficiência renal foram detectados.

“As condições do Santo Padre seguem críticas; no entanto, desde a noite anterior, ele não voltou a ter crises respiratórias”, dizia o informe.

O comunicado destacou que as transfusões de sangue recebidas no sábado (22) resultaram em um aumento nos níveis de hemoglobina, proteína que transporta oxigênio pelo corpo, o que ajudou a aliviar a anemia. Apesar disso, a contagem de plaquetas permanece baixa, embora estável.

“Alguns exames indicam um leve início de insuficiência renal, que, até o momento, está sob controle”, acrescentava o informe, ressaltando que Francisco continua recebendo oxigênio por cânulas nasais e segue lúcido.

O boletim não mencionava febre nem sinais de sepse, condição grave causada por infecção na corrente sanguínea.

Os médicos destacaram que a evolução do quadro clínico exige cautela e que o tempo necessário para que os medicamentos façam efeito impede previsões sobre a recuperação do pontífice.

No sábado (22), Francisco, de 88 anos, enfrentou o pior dia desde sua internação no hospital Gemelli, em Roma, em 14 de fevereiro. Segundo o boletim noturno, seu estado piorou devido a uma crise asmática que demandou oxigênio suplementar. Além disso, ele precisou de transfusões de sangue devido à baixa contagem de plaquetas.

Pela primeira vez, o prognóstico foi classificado como reservado, sinalizando a imprevisibilidade da evolução do estado de saúde do papa, conforme já havia sido alertado pela equipe médica na sexta-feira (21).

Na ocasião, os médicos informaram que Francisco ainda não estava fora de perigo, mas não corria risco iminente de morte. Ressaltaram também que, devido à idade avançada, à mobilidade reduzida e a doenças respiratórias crônicas, ele é considerado um paciente frágil.

No domingo (23), a praça São Pedro recebeu grande número de peregrinos que visitam Roma para o Jubileu da Igreja, evento realizado a cada 25 anos. Durante a missa matinal, que seria presidida por Francisco na Basílica de São Pedro, o arcebispo Rino Fisichella pediu orações pelo papa. “Na celebração eucarística, onde a comunhão assume sua dimensão mais plena, sentimos o papa Francisco próximo a nós, mesmo em um leito de hospital”, afirmou.

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