Pesquisa mostra que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala de trabalho 6×1

Uma pesquisa da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revelou que cerca de 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da chamada “escala 6×1” — regime de trabalho em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso — desde que a mudança não implique redução de salário, segundo os resultados divulgados recentemente.

O levantamento foi realizado entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro de 2026 e entrevistou 2.021 cidadãos com 16 anos ou mais em todas as unidades da Federação. A maioria dos participantes mostrou apoio à proposta de aumentar o número de dias de folga semanal para dois, o que representa uma pauta de maior descanso e equilíbrio entre vida pessoal e profissional para os trabalhadores.

Os dados indicam ainda que a taxa de aprovação é sensível à possibilidade de redução salarial: quando a proposta envolve diminuição de remuneração, o apoio cai substancialmente. A pesquisa aponta que muitos brasileiros concordam com a ideia de mais folga desde que isso não prejudique a renda familiar.

A discussão sobre a escala 6×1 tem se intensificado no âmbito do Congresso Nacional, onde projetos que visam alterar a jornada de trabalho semanal tradicional estão em tramitação. Parte do debate também aborda a necessidade de modernizar as regras trabalhistas para adequar as condições às demandas por mais qualidade de vida e proteção ao trabalhador.

Por outro lado, setores empresariais e organizações como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP) têm alertado que mudanças abruptas no modelo atual podem gerar impactos como aumento da informalidade ou desafios para a sustentabilidade dos negócios, especialmente em segmentos que dependem de maior flexibilidade de jornada.

O debate deverá continuar nas próximas semanas no Congresso, com possíveis votações e análises sobre a proposta e seus efeitos econômicos e sociais, à medida que representantes políticos e diferentes setores da sociedade ponderam os prós e contras da alteração na forma de organização do trabalho.

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