Dois policiais militares da Bahia estão sendo investigados por promoverem jogos de azar nas redes sociais, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”, prática proibida pela legislação brasileira. Os soldados foram afastados das funções operacionais enquanto respondem a Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
Os envolvidos são Anderson Bruno Souza dos Santos, da Companhia Independente de Policiamento Tático do Recôncavo (CIPT/Recôncavo), e Flora Taís Machado do Nascimento, do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv). A informação consta em boletim interno da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) divulgado no último dia 15.
Segundo a corporação, Anderson Bruno utilizou suas redes sociais entre maio e agosto de 2024 para divulgar rifas e jogos de azar, em algumas postagens fardado e identificado como policial. Um dos sorteios promovidos por ele, a rifa “Bigode Premiações”, oferecia cotas de R$ 200 e prêmios de até R$ 6 mil.
Já Flora Taís é acusada de divulgar conteúdos e links relacionados ao “Jogo do Tigrinho” entre janeiro e fevereiro deste ano, incentivando seguidores a apostar, com promessas de ganhos fáceis.
Ambos estão proibidos temporariamente de utilizar farda, equipamentos ou qualquer item que remeta à imagem institucional da PM-BA até a conclusão das investigações.
A conduta dos militares nas redes sociais é regulamentada pela portaria nº 015-CG/22, que proíbe o uso da imagem da corporação para fins comerciais ou ligados a atividades ilícitas.
A PM-BA informou que as eventuais infrações ao Código de Ética e às normas internas serão apuradas com rigor.