O furto de nove joias do acervo do Museu do Louvre, em Paris, chamou atenção internacional neste domingo (19). Segundo as autoridades francesas, o crime foi cometido por um grupo de assaltantes que fugiu em uma scooter após uma ação que durou cerca de sete minutos.
As peças roubadas pertenciam à antiga nobreza francesa e incluíam joias das imperatrizes Eugênia e Maria Luísa, da rainha Hortênsia e de Maria Amélia, última rainha da França. Todas são consideradas de valor histórico e artístico incalculável.
Até o momento, apenas uma das joias foi recuperada: a coroa imperial da imperatriz Eugênia, feita em 1855 com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. O objeto foi encontrado danificado em uma rua próxima ao museu, conforme informou a agência AFP.
O Ministério do Interior da França confirmou que o grupo levou um colar, dois pares de brincos, uma tiara e broches de diamantes. A scooter usada na fuga foi localizada poucas horas depois do crime.
As joias roubadas do Louvre:
- Tiara de pérolas da imperatriz Eugênia: criada em 1853, tem 212 pérolas e quase 2.000 diamantes.
- Brincos de safiras das rainhas Hortênsia e Maria Amélia: adornados com safiras de Ceilão, faziam parte de um conjunto da família Orléans.
- Tiara e colar de safiras das mesmas rainhas: o colar possuía 631 diamantes e oito safiras; a tiara, 24 safiras e mais de mil diamantes.
- Colar e brincos de esmeraldas da imperatriz Maria Luísa: presente de Napoleão em 1810, traz 32 esmeraldas e mais de 1.100 diamantes.
- Broche relicário de diamantes: feito em prata dourada, com 94 diamantes, incluindo pedras “Mazarins” do rei Luís XIV.
- Broche em formato de laço da imperatriz Eugênia: exibido na Exposição Universal de 1855, possui 2.438 diamantes.
- Coroa imperial da imperatriz Eugênia: única peça recuperada até agora.
As autoridades francesas montaram uma força-tarefa para identificar os autores do roubo, considerado um dos mais ousados já registrados no museu. O Louvre segue fechado para perícia e avaliação dos danos.