Um grupo criminoso é suspeito de cometer mais de 20 roubos de canetas injetáveis emagrecedoras entre fevereiro e maio deste ano em farmácias de Salvador, em bairros como Pituba, Itapuã, Costa Azul, Armação e Horto Florestal. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo estimado ultrapassa R$ 2 milhões. De maio a setembro, ao menos sete novos casos semelhantes foram registrados pela imprensa baiana, de acordo com o jornal Correio.
As canetas injetáveis, usadas em tratamentos de emagrecimento e controladas pela Anvisa, têm alto valor de mercado e se tornaram alvo de quadrilhas especializadas.
A escalada dos crimes tem levado farmacêuticos e proprietários de drogarias a reforçar a segurança. “Há redes que passaram a contratar vigilantes ou a encerrar o expediente mais cedo, dependendo do bairro. É um absurdo, mostra que estamos reféns da criminalidade”, afirmou Gibran Sousa, diretor do Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia (Sindifarma), em entrevista ao Correio.
Segundo Sousa, a Pituba concentra o maior número de ocorrências devido ao perfil das farmácias e da clientela. “As drogarias independentes compram menos estoque, porque uma única remessa pode custar até R$ 100 mil. Já as grandes redes possuem maior volume e acabam sendo os principais alvos”, explicou.
Por serem medicamentos controlados e termolábeis, as canetas são armazenadas em geladeiras na área restrita das farmácias, acessíveis apenas a farmacêuticos. Essa característica faz com que os crimes sejam, na maioria das vezes, assaltos à mão armada.
“É raro furto simples. O mais comum é o roubo com arma de fogo ou ameaça, já que o produto não fica exposto ao público”, completou Sousa.
A Polícia Civil continua investigando as ocorrências.