Salvador aparece como a terceira capital com a cesta básica mais barata do país, segundo levantamento do Dieese referente a julho de 2025. O custo médio foi de R$ 635,08, valor superior apenas ao de Aracaju (R$ 568,52) e Maceió (R$ 621,74). Já São Paulo registrou a cesta mais cara, com R$ 865,90.
Apesar do valor relativamente baixo, a variação preocupa: entre dezembro de 2024 e julho de 2025, a cesta básica em Salvador subiu 8,77%, a terceira maior alta do país, atrás apenas de Recife (11,41%) e Fortaleza (9,55%). No acumulado de 12 meses, o aumento chega a 9,54%.
Peso no bolso
De acordo com o Dieese, um trabalhador de Salvador que recebe salário mínimo precisou comprometer 45,23% da renda líquida apenas com a cesta básica em julho — o equivalente a 92 horas e 2 minutos de trabalho, ou cerca de 10,2 dias úteis.
Já quem ganha a renda média mensal de R$ 2.165 na Bahia (PNAD Contínua/IBGE) gastou em média 7,17 dias de trabalho, pouco mais de 64 horas, para custear os alimentos básicos.
A pesquisa do Dieese foi ampliada em 2025, em parceria com a Conab, passando de 17 para 27 capitais monitoradas. Dez delas, como Manaus, São Luís e Maceió, ainda não têm dados consolidados de variação anual.