O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou o envio do material probatório apreendido na nova fase da Operação Compliance Zero à Procuradoria-Geral da República (PGR) para extração e análise. A decisão foi tomada na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, após reconsiderar uma determinação anterior que manteria o material lacrado sob custódia do STF.
A operação, conduzida pela Polícia Federal (PF), integra o inquérito que investiga supostas fraudes e irregularidades envolvendo o Banco Master e investigados ligados ao grupo financeiro, incluindo o empresário Daniel Vorcaro.
A revisão da decisão atendeu a um pedido da própria PGR, que argumentou que a análise técnica do material era necessária para a formação de sua convicção sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração. Toffoli, então, autorizou que a PGR realize a extração e análise dos dispositivos e documentos apreendidos, e também permitiu a atuação de peritos da Polícia Federal para acompanhar a perícia sob a supervisão do Ministério Público.
A medida gerou reações no meio policial e pericial. Associações representativas de delegados e peritos criminais manifestaram preocupação com a transferência da custódia e a forma de condução da análise dos vestígios, apontando possíveis impactos sobre procedimentos técnicos usuais e sobre a independência das investigações.
Além disso, Toffoli também prorrogou por mais 60 dias as investigações no âmbito do inquérito que apura irregularidades financeiras relacionadas à operação de venda do Banco Master ao Banco de Brasília. A prorrogação atende a pedido da Polícia Federal, que busca aprofundar as diligências sob sigilo no STF.
O caso segue em andamento, com a análise do material a cargo da PGR e a expectativa de novos desdobramentos no processo que apura supostos crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.