Ufba impõe restrições para conter gastos diante de nova crise orçamentária

Diante da crise orçamentária, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) adotou novas medidas para conter despesas e garantir a continuidade das atividades. Entre as principais ações está a proibição do uso de ar-condicionado em salas de aula com janelas abertas e a limitação do funcionamento de elevadores em seus prédios.

As determinações constam na portaria nº 102, assinada pelo reitor Paulo Cesar Miguez e publicada em 14 de abril. O documento estabelece uma série de restrições com o objetivo de reduzir os custos da instituição, afetada por cortes de verbas e pela insuficiência de recursos frente ao aumento das demandas administrativas e acadêmicas.

De acordo com a portaria, o uso de ar-condicionado ficará restrito a ambientes sem ventilação natural, como laboratórios, bibliotecas, museus, arquivos e salas que abrigam equipamentos sensíveis. Nas unidades administrativas, os aparelhos só poderão ser usados entre 8h e 16h.

Nos prédios que contam com mais de um elevador, apenas um poderá funcionar, salvo em situações específicas como transporte de macas ou atendimento a pessoas com mobilidade reduzida. A intenção é reduzir o consumo de energia elétrica e os gastos operacionais.

Outras medidas incluem a suspensão de viagens para participação em congressos, a restrição de eventos após as 17h, o corte na aquisição de bens considerados não essenciais e a limitação no uso de telefonia móvel institucional.

Essas ações refletem o agravamento da crise financeira na universidade, que já havia adotado estratégias semelhantes em 2019, durante a gestão anterior do governo federal.

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