UFBA tem pior desempenho histórico em ranking global e cai para 1.024ª posição

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) registrou em 2025 seu pior desempenho no ranking internacional elaborado pelo Center for World University Rankings (CWUR). A instituição aparece na 1.024ª posição entre as melhores universidades do mundo, 26 posições abaixo da classificação anterior, quando ocupava o 998º lugar.

Desde que passou a integrar o levantamento, em 2012, a UFBA nunca havia ficado tão distante das primeiras mil colocações. Seu melhor desempenho foi em 2019, quando atingiu a 926ª posição.

No cenário nacional, a UFBA aparece como 21ª melhor universidade do Brasil. A liderança permanece com a Universidade de São Paulo (USP), que ocupa a 118ª posição global.

O CWUR avaliou 21.462 instituições de ensino superior no mundo, ranqueando as duas mil mais bem colocadas. O Brasil ficou em 10º lugar entre os países com maior número de universidades na lista, com 53 instituições, superando países como Canadá (38), Austrália (39), Suíça (18) e Portugal (13). No grupo intermediário, ficou atrás apenas da Coreia do Sul (56).

Universidades brasileiras mais bem colocadas no CWUR 2025:

  • Universidade de São Paulo (USP) – 118ª
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 331ª
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – 369ª
  • Universidade Estadual Paulista (Unesp) – 454ª
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – 476ª
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – 497ª
  • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – 617ª
  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – 668ª
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – 727ª
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR) – 783ª
  • Universidade de Brasília (UnB) – 833ª
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) – 870ª
  • Fundação Getulio Vargas (FGV) – 880ª
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – 887ª
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – 951ª

Metodologia

O ranking do CWUR é reconhecido por utilizar critérios objetivos, sem depender de dados enviados pelas próprias universidades. Os quatro pilares de avaliação são:

  • Educação (25%) – desempenho acadêmico de ex-alunos com base em prêmios de prestígio internacional;
  • Empregabilidade (25%) – sucesso profissional dos graduados, proporcional ao tamanho da instituição;
  • Corpo Docente (10%) – número de professores com distinções acadêmicas importantes;
  • Pesquisa (40%) – produção científica, qualidade e influência das publicações e número de citações.

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