A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou que a vacina SpiN-Tec, desenvolvida integralmente no Brasil contra a Covid-19, finalizou com êxito a fase 2 dos testes clínicos. O imunizante é o primeiro produzido nacionalmente a atingir essa etapa.
Criada pelo Centro Nacional de Vacinas (CT Vacinas) da UFMG, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Prefeitura de Belo Horizonte, a SpiN-Tec foi testada como dose de reforço em pessoas previamente vacinadas com imunizantes como Coronavac, Pfizer ou AstraZeneca, além da versão bivalente da Pfizer.
O estudo avaliou 320 voluntários ao longo de 12 meses, com exames de sangue e acompanhamentos médicos periódicos. Metade do grupo recebeu a SpiN-Tec e a outra metade, a vacina Pfizer bivalente, para comparação dos resultados.
A tecnologia utilizada emprega uma versão modificada da proteína Spike do vírus, induzindo resposta imunológica sem causar infecção. Os pesquisadores destacam que o método permite menor custo de produção e maior facilidade de armazenamento, já que a vacina é estável por até dois anos em geladeiras comuns.
A fase 3 dos testes, que é a última antes da possível liberação comercial, ainda precisa do aval da Anvisa. A previsão é que essa etapa, que contará com 5.300 voluntários, comece em 2026. Se aprovada, a vacina poderá estar disponível à população brasileira a partir de 2028.