O Vaticano decidiu manter a proibição de que mulheres ingressem no diaconato, o primeiro nível da hierarquia católica. A comissão encarregada de avaliar o tema rejeitou a mudança por 7 votos a 1, segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira (4).
No texto, a Santa Sé afirmou que “o estado atual da questão, tanto na pesquisa histórica quanto na investigação teológica, bem como suas implicações mútuas, descarta a possibilidade de avançar na direção da admissão de mulheres ao diaconato”.
A aprovação abriria brecha para que mulheres ocupassem, pela primeira vez, funções oficiais dentro da estrutura clerical, que segue composta por diáconos, padres, bispos, arcebispos, cardeais e pelo papa.
Com a decisão, permanece vedada a participação feminina em cargos de natureza hierárquica, embora o Vaticano destaque que revisões futuras não estão descartadas.
Debate em andamento
A discussão ganhou força em 2016, quando um grupo internacional que representa irmãs e freiras católicas pediu ao então Papa Francisco (1936–2025) que reavaliasse o tema. Ele criou duas comissões para estudar o assunto, ambas em sigilo.
Apesar disso, o atual pontífice, Papa Leão XIV — eleito em maio — tem sinalizado que não pretende promover avanços institucionais relacionados à igualdade de gênero dentro da Igreja.