As exportações brasileiras de café registraram queda no volume embarcado em 2025, mas alcançaram um recorde em termos de receita, impulsionadas principalmente pela valorização dos preços no mercado internacional. O desempenho reflete um cenário de oferta mais restrita e demanda aquecida em diversos países consumidores.
De acordo com dados do setor, o recuo na quantidade exportada está associado a fatores como condições climáticas adversas em regiões produtoras, custos elevados de produção e ajustes nos estoques. Apesar disso, os preços médios do café brasileiro tiveram alta significativa ao longo do ano, compensando a redução no volume e elevando o faturamento total das exportações.
Especialistas apontam que a valorização do produto está ligada a problemas de safra em outros grandes países produtores, além da manutenção do café brasileiro como referência de qualidade no mercado externo. Esse contexto favoreceu a entrada de divisas, mesmo com menos sacas embarcadas.
O setor cafeeiro avalia que o resultado em receita é positivo para a balança comercial e para os produtores, mas destaca a importância de investimentos em produtividade e adaptação climática para garantir estabilidade no longo prazo. A expectativa é de que o desempenho das exportações siga condicionado à evolução das próximas safras e ao comportamento dos preços internacionais.