Governo desenvolve sistema 150 vezes mais complexo que o Pix para novos tributos

O governo federal está criando uma plataforma tecnológica inédita para operacionalizar a cobrança dos novos impostos sobre consumo previstos na reforma tributária. O sistema fará a arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), voltado a estados e municípios, e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de responsabilidade da União, substituindo tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Segundo a Receita Federal, a nova ferramenta deverá processar cerca de 70 bilhões de documentos eletrônicos por ano, tornando-se 150 vezes mais complexa que o Pix em volume e sofisticação. Isso ocorre porque, ao contrário do sistema de transferências financeiras — que trabalha com dados simples —, o novo modelo precisará lidar com informações detalhadas das notas fiscais, incluindo produtos, emissores e créditos tributários.

O projeto mobiliza milhares de profissionais, entre técnicos da Receita Federal, desenvolvedores do Serpro, engenheiros de tecnologia e representantes do setor financeiro. A expectativa é que o sistema aumente a eficiência da arrecadação, reduza a evasão fiscal e amplie a transparência na gestão tributária brasileira.

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