A Justiça autorizou a exumação dos corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, quase 30 anos após o acidente aéreo que resultou na morte dos músicos. A medida atende a um pedido formal apresentado à Justiça e deverá seguir protocolos técnicos e sanitários definidos pelas autoridades competentes.
O grupo morreu em 2 de março de 1996, quando a aeronave em que estavam caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo. O caso marcou a história da música brasileira e gerou grande comoção nacional. A investigação conduzida à época apontou falhas operacionais como causa do acidente.
A decisão judicial que autoriza a exumação não altera as conclusões oficiais sobre o acidente, mas visa atender a solicitações específicas relacionadas aos restos mortais dos artistas. O procedimento será acompanhado por peritos e órgãos responsáveis, respeitando normas legais e sanitárias.
Os integrantes da banda — Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli — foram sepultados em Guarulhos (SP), cidade onde o grupo foi formado e iniciou a carreira.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o cronograma da exumação nem sobre eventuais desdobramentos após a realização do procedimento. Familiares e representantes legais acompanham o caso.