O Ministério da Fazenda avaliou de forma positiva o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou alta de 4,26% em 12 meses. O percentual ficou dentro do intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e foi interpretado pela equipe econômica como um sinal de controle gradual dos preços no país.
De acordo com a pasta, o resultado reflete a combinação de fatores como a política monetária restritiva adotada pelo Banco Central, a desaceleração de alguns preços administrados e o comportamento mais moderado de itens importantes da cesta de consumo, como alimentos e combustíveis, em determinados períodos do ano.
A Fazenda também projeta que, mantidas as condições atuais, a inflação pode continuar em trajetória de desaceleração, o que abriria espaço para maior previsibilidade econômica. A avaliação é de que o cenário inflacionário atual pode se consolidar como um dos mais baixos desde a implementação do Plano Real, dependendo da evolução do ambiente fiscal, do cenário internacional e das expectativas do mercado.
Apesar da leitura positiva, o ministério pondera que ainda existem riscos no horizonte, especialmente relacionados a choques externos, variações cambiais e possíveis pressões sobre preços de serviços. A pasta reforça que o acompanhamento contínuo dos indicadores econômicos será fundamental para sustentar a estabilidade de preços e o crescimento da economia.