Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam estratégias de resposta caso o governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump, em eventual novo mandato, avance com a aplicação de sanções contra integrantes da Corte com base na Lei Magnitsky — legislação dos Estados Unidos que permite punir indivíduos acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.
Segundo informações da colunista Bela Megale, de O Globo, a avaliação interna é de que uma eventual retaliação deve ser enfrentada em duas frentes: política e jurídica. A ideia é que o próprio STF reaja institucionalmente, em defesa da soberania nacional e da independência dos poderes.
Para magistrados, aplicar a Lei Magnitsky contra ministros — como Alexandre de Moraes — representaria um ataque pessoal e tentativa de intimidação externa. Além dos juízes, as sanções poderiam se estender a familiares, com bloqueio de bens e contas bancárias nos EUA.
O tema segue em debate nos bastidores da Corte, mas, caso as ameaças avancem, a expectativa é que o STF adote uma posição pública firme como resposta à ofensiva estrangeira.