STF marca sessão extra para julgamento de Bolsonaro e aliados

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (5) a realização de uma sessão extra para o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros acusados. A decisão atendeu a pedido do relator da ação penal, Alexandre de Moraes.

Inicialmente, já estavam previstas sessões para os dias 9, 10 e 12 de setembro. Com a alteração, o julgamento terá mais quatro dias, sendo três deles com sessões em dois turnos (manhã e tarde). O plenário do STF, que teria sessão às 14h de quinta-feira (11), foi cancelado para viabilizar a agenda.

Agenda de sessões:

  • Dia 9 – 9h e 14h
  • Dia 10 – 9h
  • Dia 11 – 9h e 14h
  • Dia 12 – 9h e 14h

O julgamento começou nesta semana com as sustentações da defesa dos acusados e a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos. A votação começa no dia 9.

Acusações

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que os réus:

  • participaram da elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o sequestro ou homicídio de autoridades como Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin;
  • tiveram envolvimento com a “minuta do golpe”, que previa decretos de estado de defesa e de sítio para reverter o resultado das eleições de 2022;
  • participaram dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Crimes

Eles respondem por:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado por violência e grave ameaça;
  • deterioração de patrimônio tombado.

As penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

No caso de Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Abin, parte das acusações foi suspensa em razão da imunidade parlamentar. Ele responde apenas por três dos cinco crimes.

Réus

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – deputado federal e ex-diretor da Abin;
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro e candidato a vice em 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Com informações da Agência Brasil.

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