A importação de cacau proveniente da Costa do Marfim foi suspensa após articulação política e institucional liderada por representantes da Bahia. A medida foi anunciada por autoridades estaduais e ocorre em meio a preocupações do setor produtivo com possíveis impactos sanitários e econômicos.
A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia informou que a decisão foi motivada por alertas relacionados ao risco de introdução de pragas e doenças que poderiam afetar as lavouras locais. A Bahia é o principal estado produtor de cacau do Brasil e concentra parte significativa da cadeia produtiva nacional.
Entidades representativas dos produtores defenderam a suspensão temporária como forma de proteger a produção regional e evitar prejuízos à economia agrícola. O cacau é considerado estratégico para o estado, tanto pela geração de empregos quanto pela relevância histórica e cultural da cultura cacaueira.
Por outro lado, importadores e setores ligados à indústria do chocolate avaliam que restrições podem impactar o abastecimento e os custos da matéria-prima, dependendo da duração da medida. A importação costuma ser utilizada para complementar a oferta interna, especialmente em períodos de menor produção.
A suspensão poderá ser revista após análises técnicas e avaliações sanitárias adicionais. Autoridades afirmam que o objetivo é equilibrar a proteção fitossanitária com a estabilidade do mercado.