Rui Costa critica Tarcísio por fala sobre Justiça e anistia a Bolsonaro

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), fez duras críticas às declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que afirmou que concederia anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso fosse eleito presidente da República e disse não confiar na Justiça. Para Rui, a postura do governador representa um “retrocesso democrático” e enfraquece as instituições.

“É lamentável e triste. Um governador, que só tomou posse graças à Justiça, dizer que não confia nela. Isso é um retrocesso em qualquer ambiente democrático e legal”, afirmou o ministro em entrevista à Rádio Valença FM. Ele destacou que a Justiça Eleitoral foi responsável por validar a eleição e autorizar a posse de Tarcísio.

Rui também apontou contradição na fala do governador ao propor anistia a Bolsonaro. “Ele já reconhece que o ex-presidente cometeu crimes, porque fala em perdão. O povo, que convive diariamente com a criminalidade, não aceita que crimes sejam anistiados apenas por amizade”, disse.

O ministro ainda comentou o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os atos de 8 de janeiro, defendendo rigor nas punições. “Não é possível planejar a morte de ministros, do presidente eleito e do vice e ficar impune. Havendo provas, é preciso julgar e aplicar as penas conforme a responsabilidade de cada um”, afirmou.

Segundo Rui, a impunidade fortalece a criminalidade. Ele ironizou os discursos de anistia, destacando que “não se pede perdão para inocente”. Para ele, o processo deve seguir estritamente na esfera judicial. “O mais importante é que prevaleçam o devido processo legal, a verdade dos autos e o fortalecimento da democracia”, concluiu.

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