Minas Gerais registra primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus registrada no Brasil em 2026. O caso ocorreu no município de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba, e envolveu um homem de 46 anos que teve histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura.

Segundo as autoridades de saúde, o caso foi notificado em fevereiro deste ano e teve diagnóstico confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). O paciente apresentou os primeiros sintomas no início do mês e morreu poucos dias depois, após agravamento do quadro clínico. A Secretaria de Saúde informou que se trata de um caso isolado, sem relação com outros registros investigados no país ou no exterior.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, costuma se manifestar principalmente na forma de síndrome cardiopulmonar. A transmissão para humanos acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, saliva ou fezes de roedores silvestres infectados, especialmente em ambientes rurais ou locais fechados com infestação desses animais.

A Secretaria de Saúde mineira reforçou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa. Também orientou trabalhadores rurais e moradores de áreas de risco a adotarem medidas preventivas, como ventilação de ambientes fechados antes da limpeza, armazenamento adequado de alimentos e controle de roedores.

Dados do Ministério da Saúde indicam que os registros da doença no país costumam ser esporádicos, com maior concentração em regiões de atividade agrícola e contato frequente com ambientes silvestres.

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