O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, iniciou oficialmente a campanha neste domingo (16), em São Paulo, com um discurso marcado por críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao bolsonarismo e às organizações criminosas. O ato foi realizado no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), e teve a segurança pública como principal tema.
Vestindo um colete à prova de balas, Renan adotou um tom duro ao falar sobre o combate às facções criminosas. Durante o discurso, afirmou que pretende “exterminar” organizações criminosas e fez referência a uma ofensiva contra esses grupos.
“Já no dia 6 de janeiro iremos devastar os primeiros inimigos, vamos tingir o chão com o sangue desses vagabundos”, declarou.
O candidato também atacou o presidente Lula, a quem chamou de “bêbado”, e criticou o PT, acusando o partido de adotar uma política baseada em “assistencialismo”.
Ao se referir à direita, Renan direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-o como “farsante” e “falso Messias”. O senador Flávio Bolsonaro também foi alvo do discurso.
Sem apresentar provas durante o ato, Renan fez acusações sobre uma suposta proximidade de Flávio Bolsonaro com integrantes do Comando Vermelho e mencionou “milícias condecoradas pelo gabinete dele”.
O candidato ainda criticou parlamentares associados ao bolsonarismo e ao lulismo, utilizando termos ofensivos para se referir aos dois grupos políticos.
Críticas aos adversários
Renan Santos também comentou os atos realizados por Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro dia oficial de campanha. Ao falar sobre os eventos dos adversários, afirmou que “o comício do Flávio foi um fracasso, não teve ninguém” e que o ato de Lula “só tinha zumbis”.
Com uma comunicação voltada principalmente ao público jovem, o evento reuniu um público majoritariamente masculino. Ao final do ato, Renan apresentou o jingle de campanha acompanhado por gaita e violão.