O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes tem crescido na Bahia, conforme indicam dados recentes de pesquisas sobre comportamento juvenil. Segundo os levantamentos, cerca de 20% dos jovens no estado afirmam já ter experimentado dispositivos conhecidos como vape.
O aumento no consumo preocupa especialistas em saúde pública, que alertam para os riscos associados ao uso desses produtos, especialmente entre pessoas em fase de desenvolvimento. Embora frequentemente divulgados como alternativas menos nocivas ao cigarro tradicional, os cigarros eletrônicos podem conter substâncias químicas que afetam o sistema respiratório e cardiovascular.
A popularização dos dispositivos entre adolescentes é atribuída a fatores como a variedade de sabores, a percepção de menor risco e a influência de redes sociais. Além disso, a facilidade de acesso, mesmo com restrições legais, contribui para a disseminação do uso.
No Brasil, a comercialização de cigarros eletrônicos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas o consumo ainda ocorre de forma irregular. Autoridades e especialistas defendem o fortalecimento da fiscalização e a ampliação de campanhas educativas voltadas para jovens e suas famílias.
O crescimento do uso de vape entre adolescentes reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao esclarecimento sobre os riscos à saúde, além do acompanhamento mais próximo por parte de escolas e responsáveis.