A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) foi definida após o fracasso das negociações do partido para atrair legendas do Centrão. Segundo reportagem do jornal O Globo, a decisão foi tomada em uma articulação reservada entre Flávio Bolsonaro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o coordenador da campanha, Rogério Marinho, e contou com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Inicialmente, Alfredo Gaspar havia sido oficializado como candidato ao Senado por Alagoas na terça-feira. No entanto, menos de 24 horas depois, deixou a disputa para viajar a Brasília, onde foi anunciado como candidato a vice-presidente na chapa do PL.
De acordo com aliados da campanha, a escolha foi influenciada pela atuação de Gaspar como relator da CPI do INSS. A estratégia do partido é utilizar as investigações sobre fraudes envolvendo aposentados e pensionistas como um dos principais temas da campanha presidencial.
Antes de definir o nome do deputado alagoano, o PL buscou formar uma aliança com partidos do Centrão e tentou viabilizar candidaturas como as da senadora Tereza Cristina (PP) e da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques (Republicanos). No entanto, as negociações não avançaram após as duas legendas optarem pela neutralidade na disputa presidencial.
Sem apoio de outras siglas para compor a chapa, o Partido Liberal decidiu lançar uma candidatura formada exclusivamente por integrantes da legenda, o que reduz o tempo de propaganda eleitoral em comparação com chapas apoiadas por coligações mais amplas.