A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, por suspeitas de tratamento desigual na distribuição de conteúdos políticos e eleitorais, incluindo publicações de apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Nesta quinta-feira (15), o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a empresa não restrinja de maneira desigual a distribuição de conteúdos relacionados aos dois candidatos, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
O episódio é mais um capítulo da disputa entre as campanhas na Justiça Eleitoral, que também envolve decisões divergentes sobre a legalidade do canal “Exército do Lula”, criado para apoiar a candidatura à reeleição do presidente e retirado do ar em duas ocasiões.
As denúncias contra a Meta levantam questionamentos sobre os critérios utilizados pelas plataformas para recomendar publicações, limitar conteúdos e disponibilizar ferramentas de inteligência artificial durante o período eleitoral.
O caso também evidencia os desafios enfrentados pelas autoridades para fiscalizar irregularidades nas redes sociais, identificar possíveis favorecimentos e garantir o cumprimento das regras eleitorais em ambientes digitais, nos quais a circulação de informações ocorre rapidamente.