O canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, alcançou a marca de oito milhões de inscritos e se consolidou como um dos principais instrumentos de mobilização digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Nesta quinta-feira (22), o petista publicou um vídeo convocando os apoiadores para uma transmissão ao vivo, marcada para as 19h, no YouTube.
A gravação foi divulgada inicialmente no canal, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede). Em um áudio encaminhado aos seguidores, o parlamentar revelou que Lula gravou a mensagem utilizando um novo celular, presenteado por ele. Segundo Janones, o aparelho também permitirá que o presidente envie orientações diretamente aos integrantes do canal.
No vídeo, Lula pediu que os apoiadores compartilhassem a divulgação da transmissão e intensificassem a mobilização na reta final da campanha. O presidente reconheceu que a disputa eleitoral será difícil e convocou os integrantes do grupo a participarem ativamente das ações.
“Vamos derrotar os adversário. Vocês viram que o meu general está bravo. Está convocando todo mundo e eu vou chegar exatamente às 19h, e eu quero todo o exército do Lula pronto, porque a batalha vai ser dura, mas vamos derrotar nossos adversários”, declarou.
Durante a gravação, Lula utiliza os termos “General” para se referir a André Janones e “Marechal” para se identificar, em uma referência à estratégia de mobilização adotada pelo canal.
Número de inscritos gera debate sobre atuação do TSE
O crescimento do canal também passou a integrar as discussões sobre a atuação das campanhas eleitorais nas plataformas digitais. De acordo com as informações divulgadas, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegaram a discutir internamente a possibilidade de bloquear canais do WhatsApp com mais de 200 mil inscritos durante as 48 horas anteriores à votação, marcada para domingo (25).
Uma eventual medida atingiria diretamente o canal de apoio a Lula, que reúne aproximadamente oito milhões de inscritos. Em comparação, o canal de mobilização ligado a Flávio Bolsonaro registra pouco mais de dois milhões de seguidores.
A possibilidade de restrição provocou atenção nos bastidores da disputa eleitoral, principalmente pelo alcance que os canais de mensagens passaram a ter na comunicação direta entre candidatos e apoiadores.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes, afirmou à imprensa que não pretende colocar em discussão um eventual bloqueio desses canais.
Com milhões de inscritos, o “Exército do Lula” representa uma das principais frentes de comunicação digital do petista, permitindo a distribuição de vídeos, mensagens e convocações diretamente aos apoiadores, sem depender exclusivamente do alcance das publicações nas redes sociais tradicionais.