A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. Na semana passada, duas importantes empresas do varejo nacional também recorreram à Justiça para reorganizar seus passivos: a Casas Bahia, com dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões.
Os casos se somam a uma lista de grandes empresas que recorreram à recuperação judicial ou extrajudicial nos últimos anos, entre elas Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia e St. Marche.
O aumento dos pedidos ocorre em um cenário econômico marcado por juros elevados, menor oferta de crédito e mudanças no comportamento dos consumidores. Para empresas com alto nível de endividamento, a combinação desses fatores pode dificultar o acesso a novos recursos e comprometer a capacidade de honrar compromissos financeiros.
A recuperação judicial permite que empresas em dificuldades renegociem suas dívidas com credores e apresentem um plano para tentar preservar as atividades. Já a recuperação extrajudicial ocorre por meio de um acordo negociado entre a empresa e parte de seus credores, que posteriormente é submetido à Justiça.
O movimento envolvendo companhias de diferentes setores mostra que as dificuldades financeiras não estão restritas ao varejo. Empresas de grande porte também têm buscado mecanismos de reestruturação para enfrentar o aumento dos custos financeiros, preservar operações e evitar a falência.