Durante décadas, a Seleção Brasileira foi a principal referência do futebol mundial, conquistando cinco títulos da Copa do Mundo e formando equipes que marcaram gerações. No entanto, desde o pentacampeonato conquistado em 2002, o Brasil não voltou a levantar a taça e sequer alcançou uma final do torneio.
Com isso, a seleção chegou ao maior jejum de sua história em Copas do Mundo. A eliminação nas oitavas de final da edição de 2026, diante da Noruega, ampliou a pressão sobre a equipe e aumentou os questionamentos sobre os rumos do futebol brasileiro.
O resultado também marcou a primeira queda do Brasil nas oitavas desde a Copa de 1990. Ao todo, já são seis edições consecutivas sem conquistar o título mundial, um cenário inédito para a maior campeã da história da competição.
Especialistas apontam diversos fatores para explicar esse período sem conquistas, entre eles a evolução das seleções europeias, o aumento do equilíbrio técnico entre os países, mudanças no futebol moderno, dificuldades no planejamento esportivo e a falta de continuidade em projetos da comissão técnica.
Enquanto outras seleções investiram em processos de longo prazo e desenvolvimento tático, o Brasil passou por sucessivas trocas de treinadores e reformulações, sem conseguir repetir o domínio apresentado em décadas anteriores.
Apesar do longo jejum, a Seleção Brasileira segue entre as principais potências do futebol mundial e continua sendo uma das favoritas em todas as edições da Copa do Mundo, impulsionada pela tradição, pela revelação constante de talentos e pelo peso de sua história.