Jaques Wagner terá de cumprir medidas cautelares impostas pelo STF após operação da PF

O senador Jaques Wagner (PT-BA) deverá cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

Entre as restrições impostas, o parlamentar está proibido de manter contato com gestores, funcionários, corretores, engenheiros, arquitetos e demais colaboradores das empresas MD BA Parque Florestal Construções e Grupo Moura Dubeux. As empresas estão ligadas ao condomínio Poème Horto, em Salvador, onde fica localizado o apartamento investigado pela PF.

A decisão também impede Jaques Wagner de exercer atividades de gestão, representação, consultoria, contratação, intermediação ou negociação envolvendo empresas e pessoas jurídicas relacionadas ao inquérito.

A investigação apura suspeitas de que o senador tenha recebido vantagens indevidas em troca de uma suposta atuação política favorável aos interesses do Banco Master no Congresso Nacional. Entre os benefícios analisados pela Polícia Federal estão um apartamento de alto padrão em Salvador, transferências financeiras que somariam R$ 3,5 milhões por meio de empresa ligada a familiares, além do uso de aeronaves e ingressos para eventos.

A Operação Compliance Zero cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, a Justiça determinou outras medidas cautelares, como a suspensão de passaportes de investigados e a proibição de contato entre pessoas envolvidas nas apurações.

Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A defesa do senador ainda não havia se manifestado sobre as medidas até a publicação desta matéria.

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