A ex-deputada federal Carla Zambelli foi libertada na Itália após a Corte de Cassação, instância máxima da Justiça italiana para esse tipo de recurso, rejeitar o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro. A decisão reverteu entendimentos anteriores favoráveis à entrega da ex-parlamentar ao Brasil e determinou sua soltura.
Segundo a defesa de Zambelli, o tribunal identificou falhas nas decisões que haviam autorizado a extradição em instâncias inferiores. Com isso, a ex-deputada deixou a prisão e passou a aguardar os desdobramentos do processo em liberdade no território italiano.
O caso ganhou repercussão internacional após Zambelli deixar o Brasil e se estabelecer na Itália, país do qual também possui cidadania. A extradição havia sido solicitada pelas autoridades brasileiras após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada à invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Antes da decisão final da Corte de Cassação, a Justiça italiana havia autorizado a extradição, mas a medida não foi executada porque ainda havia possibilidade de recurso. A análise da instância superior resultou na reversão desse entendimento.
A decisão italiana também reacendeu discussões sobre cooperação jurídica internacional, extradição de cidadãos com dupla nacionalidade e os limites da atuação de diferentes sistemas judiciais em casos de repercussão política. Especialistas observam que situações semelhantes costumam envolver avaliações sobre legislação nacional, tratados internacionais e garantias processuais.
Até o momento, não há indicação de novas medidas imediatas por parte das autoridades italianas. O caso segue sendo acompanhado tanto por representantes da defesa quanto por órgãos brasileiros interessados no cumprimento das decisões judiciais relacionadas à ex-deputada.