Enquanto diversos países endurecem as políticas de imigração, dados mostram que o acolhimento de migrantes e refugiados pode gerar impactos positivos para a economia e para o mercado de trabalho. Atualmente, cerca de 5% da força de trabalho global é composta por trabalhadores migrantes, que contribuem para diferentes setores produtivos ao redor do mundo.
A diversidade também pode ser observada no esporte. Seleções de destaque na Copa do Mundo contam com atletas filhos de imigrantes ou de famílias que vieram de outros países. Na França, por exemplo, 20 dos 26 jogadores da equipe têm essa origem. Na Holanda, esse grupo representa metade do elenco, enquanto na Inglaterra e na Alemanha corresponde a cerca de um terço dos atletas. Já a seleção do Canadá possui mais de 70% de jogadores com histórico familiar ligado à imigração.
No Brasil, o empreendedorismo tem se consolidado como uma das principais portas de entrada para migrantes e refugiados no mercado de trabalho. Dados indicam que aproximadamente 70% desse público opta por abrir o próprio negócio e, entre esses empreendedores, quase metade já administra empresas que também geram oportunidades de emprego para outras pessoas.
Os números reforçam o papel da migração não apenas como um fenômeno social e humanitário, mas também como um fator de desenvolvimento econômico, inovação e fortalecimento do mercado de trabalho em diferentes países.