O presidente da Argentina, Javier Milei, publicou nesta segunda-feira (19) uma montagem nas redes sociais para ironizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e demonstrar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), após o primeiro debate presidencial do segundo turno das eleições brasileiras.
A imagem reúne caricaturas de supostos aliados dos dois candidatos. Ao lado de Lula, aparecem a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a presidente do México, Claudia Sheinbaum. Já Flávio Bolsonaro aparece acompanhado apenas de Milei, com os dois sorrindo.
Na legenda da publicação, o presidente argentino escreveu: “Esquerdistas choram”, em uma provocação direcionada aos adversários políticos e aos apoiadores do campo progressista.
Milei foi citado durante debate eleitoral
O presidente argentino também foi mencionado durante o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado no domingo (18), pela TV Bandeirantes. Os candidatos discutiam propostas para a economia brasileira quando o chefe do Executivo brasileiro questionou as medidas de redução de gastos defendidas pelo senador.
Na ocasião, Lula fez referência à motosserra, símbolo utilizado por Milei para representar sua política de redução do tamanho do Estado e de corte de despesas públicas.
A menção ao presidente argentino ocorreu em meio às divergências entre os candidatos sobre os rumos da economia, o papel do Estado e as estratégias para equilibrar as contas públicas.
Presidente argentino mantém apoio ao grupo Bolsonaro
Javier Milei é um crítico frequente do governo Lula e mantém proximidade política com o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O posicionamento do argentino reforça o alinhamento ideológico com setores da direita brasileira e amplia a repercussão internacional da disputa eleitoral.
Em agosto deste ano, Milei chegou a chamar Lula de “ladrão”, intensificando as críticas ao presidente brasileiro.
A nova publicação nas redes sociais acrescenta um episódio à troca de provocações entre lideranças políticas da América Latina e evidencia como a disputa presidencial brasileira também repercute entre aliados e adversários internacionais dos candidatos.