Programa Desenrola registra mais de 17 mil operações com uso do FGTS em pouco mais de um mês

O programa Desenrola 2.0 registrou mais de 17 mil operações envolvendo recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em pouco mais de um mês de funcionamento, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho.

De acordo com o levantamento, o valor médio utilizado pelos trabalhadores para quitar dívidas com instituições financeiras foi de R$ 604,73. A iniciativa integra a estratégia do governo federal de facilitar a renegociação de débitos e reduzir o nível de endividamento das famílias brasileiras.

A segunda fase do programa prevê a utilização de recursos do FGTS como uma das alternativas para pagamento de dívidas, com condições mais vantajosas de negociação, incluindo descontos e redução de juros. O objetivo é ampliar o acesso à regularização financeira de trabalhadores em situação de inadimplência.

No caso do saque-aniversário, a liberação de valores anteriormente bloqueados beneficiou cerca de 14,6 milhões de trabalhadores que tiveram contratos de trabalho encerrados ou suspensos entre 2020 e 2025. Segundo o Ministério do Trabalho, foram liberados R$ 16,7 bilhões, dos quais R$ 14,9 bilhões já foram efetivamente pagos.

O balanço também aponta que, desde 2023, o total de saques extraordinários do FGTS soma R$ 34,7 bilhões. Esse tipo de retirada é autorizado em situações excepcionais, como crises econômicas ou emergências, e também pode ser utilizado como medida de estímulo à economia, com a injeção de recursos no consumo.

O governo avalia que os programas de flexibilização do FGTS têm contribuído para reduzir o endividamento e aumentar a circulação de dinheiro na economia, embora especialistas apontem a necessidade de acompanhamento dos impactos de longo prazo sobre o fundo.

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