O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu não lançar candidaturas próprias ao governo em 14 estados nas eleições de 2026, optando por apoiar aliados em disputas consideradas estratégicas para fortalecer sua base política. A medida faz parte da estratégia da legenda para ampliar os palanques regionais em apoio à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do G1.
A decisão envolve os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Em outras 12 unidades da Federação, o PT terá candidatos próprios ao governo, enquanto em Roraima a definição da estratégia eleitoral ainda está em discussão.
No Rio de Janeiro, o partido decidiu apoiar a candidatura do prefeito Eduardo Paes ao governo estadual e negocia espaço para a deputada Benedita da Silva na disputa pelo Senado. Já no Rio Grande do Sul, o PT abrirá mão de uma candidatura própria ao Palácio Piratini pela primeira vez desde a redemocratização, optando por apoiar uma candidatura aliada.
Segundo analistas políticos, a estratégia busca fortalecer a coalizão nacional em torno da candidatura presidencial de Lula, ampliando a presença de aliados com força eleitoral nos estados. Para o cientista político Eduardo Grin, uma campanha presidencial em um país com dimensões continentais depende da articulação com lideranças regionais capazes de mobilizar eleitores.
A cientista política Luciana Santana avalia que a decisão segue uma prática já adotada pelo PT em eleições anteriores, quando a legenda abriu mão de candidaturas estaduais para preservar alianças consideradas importantes para o desempenho da chapa presidencial.