A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno das eleições de 2026, com 38% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 31%.
Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 4% cada. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 2%, enquanto Samara Martins (UP) tem 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 8%, e 10% ainda estão indecisos.
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 40% do senador. A diferença está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.
Em outros cenários de segundo turno, Lula aparece à frente de Ronaldo Caiado por 44% a 37%, de Renan Santos por 44% a 36% e de Romeu Zema por 45% a 34%.
O levantamento também aponta diferenças entre os segmentos do eleitorado. Lula registra 57% das intenções de voto no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro chega a 40% no Sul, contra 25% do presidente. No Sudeste, o senador aparece numericamente à frente, com 35%, contra 32% de Lula.
Lula também registra vantagem entre eleitores de menor renda e católicos. Flávio Bolsonaro lidera entre evangélicos e na faixa de renda mais alta. Entre eleitores de 16 a 34 anos, Renan Santos alcança 10%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 25% e Flávio Bolsonaro com 19%. A maioria, porém, ainda não definiu o voto: 51% disseram não saber em quem votar.
A rejeição é de 54% para Flávio Bolsonaro e 52% para Lula. Sobre a possibilidade de mudança de voto, 69% dos entrevistados afirmam que a escolha é definitiva, enquanto 30% admitem que ainda podem mudar de candidato.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo Lula. Segundo a pesquisa, 46% aprovam a administração federal, enquanto 48% desaprovam. Para 53%, o Brasil está seguindo na direção errada, contra 38% que consideram que o país está no caminho certo.
Em relação à economia, 49% afirmam que a situação piorou nos últimos 12 meses, enquanto 42% acreditam que haverá melhora no próximo ano.